Não-objetos e arte cinética (obras)
Não-objetos
Lygia Clark - Objetos Sensoriais
É uma série de obras onde a artista propõe a transferência do “poder” da obra para as o observador, como se as obras passassem a precisar do próprio corpo do indivíduo que a está observando para acontecer, o tornando parte dela e fazendo com que ela mude, não tendo sua forma e sentido “presos”. São consideradas não-objetos por não serem objetos concretos, fixos e com funções definidas, as obras variam completamente a depender de como são vistas e utilizadas pelos observadores e pelo mais importante das obras não serem elas em si ou o material, mas a relação, a interação e a experiência que ela gera.
Entre as diversas obras da série temos:
O Não-objeto “O peso do ar” rompe com a ideia de algo fechado, estático e com um único sentido. Esse trabalho pensado para a Carbono vem de uma série que a artista chama de "Derretidas" onde ela busca amolecer o aço e marcar o gesto que sempre esteve presente no seu trabalho, buscando repetir diversas vezes como uma coreografia deixando sua originalidade no projeto. O interessante sobre o não objeto é que mesmo havendo diversas curvas, o mesmo não possui começo, meio e fim.
Arte Cinética
O Grivo
Seus trabalhos abrangem trilhas para artistas de diversas mídias, concertos, instalações e performances, com perspectivas de improvisação e utilização de equipamentos eletrônicos em áudio e vídeo.
A interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar onde se constroem conceitos como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição e fragmentação.
A proposta de um estado de curiosidade contemplativa e as relações dos sons com o espaço são as ideias principais que conformam os trabalhos do grupo. O apelo visual de suas instalações, faz com que a dupla seja reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações, a partir da exposição Antarctica artes com a Folha (1996).
Losange virtuel sur font noir
A obra “Losange virtuel sur font noir”, de Julio LeParc, é composta de quadrados espelhados suspensos por fios de nylon, fixadas em uma placa de superfície preta. Os pequenos espelhos se movimentam livremente com as correntes de ar, criando um efeito óptico para quem o observa. É possível interpretá-la como um não-objeto, pois sua experiência sensorial e ausência de função prática se alinham com as características atribuídas a esse conceito. Entretanto, ao mesmo tempo, pode ser considerada uma obra cinética, devido à essencialidade do movimento na experiência proporcionada.
Pira Olímpica Rio 2016
A Pira Olímpica Rio 2016, de Anthony Howe, é uma escultura cinética feita com peças de metal que, ao se movimentarem, criam a ilusão um espiral infinito. Movida com a força do vento e refletindo a luz, a obra representa as fontes de energia sustentáveis que devemos buscar para promover a responsabilidade ecológica.








Comments
Post a Comment